
Pra começar, adorei o cartaz! Podia passar o post inteiro falando de como ficou expressiva a fotografia, e o beijo apressado. Mas não é esse o objetivo, não é mesmo? Então falemos do filme.
Convidei uma amiga pra me acompanhar na sessão, a pretexto de rir com mais uma comédia romântica num dia de semana em que não tivesse nada melhor pra fazer. Pra variar, cheguei no cinema no limite dos traillers. Quando entregávamos os bilhetes, numa dessas conversas ocasionais que às vezes travamos com atendentes em geral, a "lanterninha" nos alertou que era melhor entrar logo pra não perder nada. Minha amiga perguntou se quem saía da sessão falava bem do filme, no que ela respondeu "sai todo mundo chorando". Chorando?!
Por conta dessa, fui ouvindo minha amiga reclamar que eu a tinha chamado para uma comédia romântica, choro não estava no pacote, até que finalmente nos sentássemos. E pra ser sincera, eu chorei, e muito! E ela também, embora ao ler isso ela agradeça por ter a identidade preservada neste post.
O filme é carregado de emoção. Romance puro, adaptado do livro homônimo de David Nichols, que também foi responsável pelo roteiro pras telas. Mas também consegue ser bem divertido,

na verdade, com um tipo de humor rápido e inteligente, que os antigos chamariam de "espirituoso". A tristeza é apenas o arremate de toda grande história de amor, Vinícius de Moraes que o diga. Logo no começo nos apaixonamos pelos personagens, o que é justo a proposta do filme, que passa a maior parte do tempo com apenas duas pessoas em cena: Dexter (Jim Sturgess), o garoto rico e mimado, e Emma (Anne Hathaway), a moça inteligente e inconsciente do próprio valor. Eles se conheceram na faculdade, tendo suas vidas cruzadas na noite de formatura, um 15 de julho de final dos anos 80. Dali pra frente, o filme acompanha durante mais de 20 anos sempre o dia 15 de julho de ambos, e apenas este dia. Em flashs, os personagens amadurecem em frente a nossos olhos, seus desejos mudam, os cabelos vão

ficando grisalhos... apenas a sua amizade permanece a mesma, congelada pela insegurança de ambos em acreditar que podem um dia compartilhar um relacionamento amoroso. Mais do que a história deles dois até, há momentos em que o filme deixa claro como as atitudes de insegurança e acomodação podem atrasar a vida de alguém.
Vou parando por aqui porque contar mais seria um pecado!
Fica a dica de um filme tocante, que merece ser visto a qualquer tempo.
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